quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Charly García 7: La hija de la lágrima, 1994

E aqui estamos com o sétimo disco da série de Charly García!

No disco anterior vimos um trabalho totalmente autobiográfico com inspiração no término de seu casamento que acabou servindo como uma terapia para Charly, terapia esta que parece não ter funcionado muito, pois desde então ele acabou passando por uma série de internações em clínicas psiquiátricas. Seus trabalhos posteriores a "Filosofia barata y zapatos de goma" marcam uma fase de transição que dividiu seus fãs. Em "La hija de la lágrima", lançado após um hiato de 4 anos, abre-se espaço para um estilo que o próprio Charly denominava com random (aleatório), ele não sabia bem o que queria gravar e tocava o que lhe vinha à mente. 

A banda é formada por Fernando Samalea (bateria e percussão), María Gabriela Epumer (guitarras e voz), Juanse (guitarra e voz na faixa "La sal no sala"), Illya Kuryaki and the Valderramas (voz na faixa "James Brown"), Fabián Quintiero (órgão e baixo em "La sal no sala", Fernando Lupano (baixo em "Táxi"), Alfi Martins (sampler em "James Brown"), Jorge Pinchevsky (violino em "Intraterreno"), Bruja Suarez (gaita), Luis Morandi (percussão). 

O disco é composto por 23 faixas das quais saíram os hits "Chipi-chipi" e "La sal no sala". 

1. Overture

Uma abertura de uma espécie de ópera rock. Dá pra perceber que a voz de Charly não tem a mesma suavidade de antes, ganhando um tom mais grave.

2. Víctima

Ele se diz vítima da solidão e da liberdade. Ainda não se recuperou do pé na bunda.

"Quem tem viu e quem te vê? Quem te ama te faz mal e meu coração se partiu em dois..."

3. Jaco y Chofi

Faixa instrumental, parece de trilha sonora de algum filme anos 80. 

4. Atlantis

Mais uma faixa instrumental, inspirada no filme 2001: Uma Odisséia no Espaço.

5. La sal no sala

Esta faixa entrou em seu disco acústico lançado no ano seguinte. É uma das melhores do álbum, com destaque para María Gabriela Epumer no violão.



6. Chipi Chipi

Junto com "La sal no sala" um hit indiscutível deste disco. No clipe da música Charly aparece com um cabelo tingido a la Kurt Cobain. 

7. Calle (Taxi)

Mais uma faixa instrumental pra encher linguiça no disco.

8. Love is love

Uma bateria eletrônica, um violão, uns teclados e uma letra falando sobre amor.

9. Tema de amor

Faixa instrumental

10. Fax U

Aqui numa onda meio Eminem, Charly manda umas indiretas pra mãe dele. Charly estava puto por ela ter forçado sua internação. Ao lhe pedir explicações aparecia aquela famigerada mensagem automática "se quiser enviar um fax aguarde na linha...". A resposta é um sonoro "fuck you"!

11. Lament

Instrumental... zzzzzz

12. Intermedio

Mais um instrumental. Um tema melancólico que parece ter saído de um filme em preto e branco.

13. Workin' in The Morning

Seria uma crítica ao trabalho ou à rotina robotizada... 

14. Waiting

Aqui parece que ele está precisando de amor próprio. Está no aguardo de quando isso possa acontecer... 

15. Kurosawa

Inspirada no filme "Sonhos" de Akira Kurosawa

16. Chiquilín

Ele já foi um molequinho desorientado, e parece que continua sendo...

17. Andan (Excerpt)

Faixa instrumental de menos de 5 segundos.

18. James Brown

Outra faixa rápida, de cerca de 45 segundos com algum rap desnecessário.

19. Intraterreno

Instrumental

20. No Sugar

Com base inteiramente eletrônica, uma faixa fraquinha que não cativa.

21. Atlantis

Faixa instrumental com cara de trilha de ficção científica.

22. Locomotion

Cover da música do Grand Funk Railroad.

23. Andan (Complete)

Ele não sabe se está louco, mas se está é por ela... 


É isso galera, esse disco não tem a pegada dos últimos 6 discos comentados aqui... vamos deixar como destaque "La sal no sala" e "Chipi chipi" e continuaremos com este garimpo no próximo post com o disco "Say no more" de 1996.

Flw! Até lá!

Um comentário:

  1. Não é melhor que os outros álbuns, realmente.
    Mas tem coisas bem bacanas.

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