sábado, 15 de fevereiro de 2014

Charly García 5: Cómo conseguir chicas, 1989

Salve galera!

Hoje vamos falar sobre o quinto álbum da série sobre Charly García, "Cómo conseguir chicas" ou no bom português, "Como descolar umas minas".


Depois de 4 discos fodas, a expectativa para este era imensa. Aqui não encontramos a mesma pegada de "Yendo de la cama al living", "Clics Modernos" e "Piano Bar" e nem trata-se de um disco com as faixas muito bem encadeadas já que nasceu de uma recompilações de canções soltas que por diversos motivos Charly ainda não havia gravado, inclusive canções da época das bandas "Sui Generis" (Ella es bailarina) e "La Máquina de Hacer Pájaros" (Shisyastawuman).

Ainda assim parece inacreditável tratar-se de um disco de canções residuais, uma vez que é um disco excelente com canções belíssimas, e com boas letras, todas compostas por Charly, exceto pela faixa "A punto de caer" que  foi escrita em parceria com Fabiana Cantilo.

Formam a banda, Charly García nas guitarras, baixo, piano, sintetizadores e voz, Carlos García López na guitarra, Alfi Martins nos teclados, Fernando Lupano no baixo, Fabián Quintiero nos sintetizadores, piano e órgão, Fernando Samalea na bateria e máquina de ritmos e Hilda Lizarazu nos vocais. Além de várias participações especiais como a do violinista do Peter Gabriel, L Shankar e de Herbert Vianna que já havia participado do disco "Parte de la religión" junto com os demais integrantes dos Paralamas do Sucesso.

Vamos então às músicas, são as 10 a seguir:

1. No toquen

Esqueci de mencionar, mas Charly queria que este disco fosse inteiro e inglês, porém ao perceber que as letras no idioma gringo não teriam o mesmo impacto, acabou voltando atrás, compondo em espanhol. O título original desta faixa seria "No token" e acabou ficando como "No toquen" ou  em português "Não toquem", "Não rela!". Com esta música, abre-se o disco chutando a porta. Uma guitarra agressiva, uma bateria arrebatadora, uma linha de baixo foda, e sem falar nos teclados!

2. Zocacola

Uma canção de amor, feita para sua esposa Zoca. Um detalhe interessante é que Charly conheceu Zoca em Búzios, Rio de Janeiro em 1977, se apaixonaram e ficaram juntos até 1990. Esta faixa conta com a participação de Herbert Vianna que divide o vocal com Charly.

3. Fanky

Fanky é uma canção sobre o amor e o prazer. Colocando ambos como necessários, porém diferentes entre si. 

"Gozar, es tan parecido al amor
Gozar es tan diferente al dolor."

4. No me verás en el subte

Por que será que Charly não quer ser visto no metrô? Estará recluso novamente em casa "yendo de la cama al living"?

5. Ella es bailarina

Esta faixa é daquelas perdidas que ficaram sem gravar por muitos anos, era para sair pelo "La máquina de hacer pájaros" nos anos 70. Como ela só saiu nos anos 80 saiu com esta batida New Wave.

6. Anhedonia

A anedonia é a falta ou a perda de capacidade de sentir prazer e/ou satisfazer-se. É comum entre as pessoas que sentem depressão. Com isso dá pra sacar sobre o que fala a música.

7. Suicida

Esta faixa faria parte do disco "Parte de la religión". Um detalhe curioso é com relação à letra que inclui ao final uma referência à canção "Fé cega, faca amolada" de Milton Nascimento.

"Ahora no pregunto más 
adónde está la estrada. 
Ahora ya no espero más 

aquella madrugada."

8. Fantasy

Uma canção que fala sobre a fantasia de ser famoso, e perceber que isso não é nada de especial, e que na verdade te cerca de pessoas que você acha que são amigos, mas na verdade são aproveitadores. 

"Fantasy es ilusión porque nunca hay nadie alrededor"

9. A punto de caer

Um belo dueto com Fabi Cantilo. Sem muitos comentários. XP

10. Shisyastawuman

A única faixa em inglês do álbum. O nome parece ininteligível, mas quer dizer "She's just a woman" ou traduzido para o português, "Ela é apenas uma mulher" e parece que o cara tá fissurado nesta mina, porque por onde quer que ele anda vê o rosto dela.



Vocês podem ouvir o disco no link abaixo, espero que curtam! Vejo vocês no próximo post onde falaremos do disco "Filosofia barata y zapatos de goma" de 1990.




Um forte abraço e tchau!




8 comentários:

  1. Cara, mais um disco q me surpreendeu. O cara é realmente um gênio do pop/rock argentino. Achei bacana também as participação do Herbert Vianna. Uma curiosidade: a tal "Fé sega, faca amolada" também tem uma versão maravilhosa pelos Doces Bárbaros.

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  2. "Suicida" é foda demais!! Esses tecladinhos e timbes são muito essa transição anos 80/90...

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  3. Muito bom esse disco.
    Gostei particularmente de "No me verás en el subte"
    Clima trevoso né.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. e a participação do L. Shankar dá um tom fodástico nesta faixa! XD

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